sexta-feira, setembro 26, 2014

Chita cabrita


As artesãs carregam os filhotes do animal que é homenageado no nome do grupo.

Em destaque, almofadas de chita tingida e com matelassê

“Aqui se cria muita cabra, bicho representativo do Nordeste e resistente como a gente, que enfrenta obstáculos todos os dias”, diz Claudia Silva Vitorino, em explicação sobre a escolha do nome da cooperativa de artesanato da qual é presidente:

As Cabritas de Boa Vista. São 15 artesãs que trabalham juntas desde 2004, formalizaram o grupo em 2006 e elegeram a chita, tecido de algodão também típico do Nordeste, região onde vivem na pequena cidade de Boa Vista, a 50 km de Campina Grande, no Agreste paraibano.

Uma das formas criativas encontradas por essas cabritas para utilizar a chita é rasgar o tecido em tiras com as quais tecem em teares de prego e produzem objetos, como bolsas, um de seus carros-chefe.

Com apoio do Sebrae/PB e do programa de artesanato do governo estadual Paraíba em Suas Mãos, tiveram várias capacitações, como oficinas com o designer Renato Imbroisi.

Na primeira, em 2010, ele sugeriu o tingimento da chita e o trabalho utilizando a técnica do matelassê.

Nesse ano, inseriu evoluções: pintar em algodão cru as flores da estampa, depois recortá-las e costurá-las umas às outras ou aplicá-las em peças, como almofadas; fazer também em crochê as flores de chita e compor novos objetos; bordar sobre o tecido; e, em vez de apenas rasgar o tecido para tecer, fazer vieses com as tiras recortadas, costurando-as de forma a esconder o avesso.

O resultado é uma trama mais firme, bem acabada e com cores mais vivas.

A partir dessas mudanças, As Cabritas desenvolveram, em parceria com Imbroisi, nova coleção que inclui peças para casa, como cortinas, caminhos de mesa, colchas, jogos americanos e outras.


Cabideiro natural: o mandacaru, que enche a paisagem do Agreste, serve de suporte para expor as bolsas de chita


Patchwork: as flores presentes na estampa de chita são recortadas, uma a uma, e depois costuradas para formar o trabalho no caminho de mesa 


Almofadas: nos tecidos lisos são costuradas as mesmas flores recortadas da estampa de chita e, em algumas, são também feitas flores de crochê, como na azul, em destaque

Casa e Jardim
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