domingo, julho 13, 2014

Síndrome do pânico


A síndrome ou transtorno do pânico é uma enfermidade que se caracteriza por crises absolutamente inesperadas de medo e desespero.

A pessoa tem a impressão de que vai morrer naquele momento de um ataque cardíaco, porque o coração dispara, sente falta de ar e tem sudorese abundante.

Bastam 30 segundos para o paciente, que estava se sentindo bem, ser tomado inexplicavelmente por sintomas que, de certa forma, todos conhecemos: boca seca, tremores, taquicardia, falta de ar, mal-estar na barriga ou no peito, sufocamento, tonturas.

Muitas vezes, tudo isso vem acompanhado da sensação de que algo trágico, como morte súbita ou enlouquecimento, está por acontecer.

Nesses casos, é comum a pessoa ter uma reação comportamental de pânico e sair à procura de socorro.

As crises não desaparecem com a idade.

Começam quando a pessoa é jovem e se manifestam até a idade madura.

Não há uma causa específica para a síndrome de pânico.

Existem apenas algumas hipóteses.

Uma delas trata dos fatores genéticos, uma vez que 35% dos familiares de primeiro grau de pacientes com transtorno de pânico também desenvolvem o problema.

Outra hipótese levantada é de que os portadores têm uma disfunção neurológica do sistema de alerta.

Quando passamos por alguma situação que causa medo, nosso sistema de alerta é acionado pelo cérebro.

Quem sofre da síndrome pode ter uma disfunção nesse sistema e desencadear uma crise sem uma causa determinante.

O tratamento para a síndrome do pânico inclui cuidar da doença em si e dos problemas que podem estar associados a ela como, por exemplo, a depressão.

Os medicamentos mais utilizados são os antidepressivos e ansiolíticos, associados à psicoterapia.

Essa junção costuma obter bons resultados.

Claro que na teoria é muito fácil, mas na prática requer muita dedicação, esforço e controle emocional.

No tratamento, procuramos mostrar ao paciente que, por mais desconfortável que pareçam os ataques, ele não vai morrer por causa deles.

Com o tempo, os sintomas podem cessar completamente ou serem controlados, tornando-se mais leve.

Isso dependerá de cada paciente.

Você se identificou com os sintomas acima?

Isso está lhe causando sofrimento?

Que tal procurar ajuda especializada?

Boa sorte.


Dr.Abbas - Saúde do Idoso
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