domingo, setembro 16, 2012

Distrações imperdoáveis

Dá muito nervoso ler notícias sobre bandidos que levam o carro com o bebê na cadeirinha, pior ainda quando o caso acontece por causa da distração do adulto responsável pela criança naquele momento.

Ou estavam numa conversinha final com alguém na calçada antes de partir, ou voltaram em casa rapidinho para pegar não sei o quê, é só um segundo filhinho, mamãe já volta…Gente, não pode!

Não pode largar uma criança sozinha, amarrada, nem por uma fração de segundo dentro do carro, muito menos se a chave estiver na ignição. Onde nós estamos? Que cidade hoje não sofre com violência? Onde, me digam, onde neste país as pessoas estão livres de assaltos e pessoas mal intencionadas? Em poucos lugares, concordam?

Segue uma pequena lista daquelas distrações inadimissíveis, que podem resultar numa tragédia da qual adulto nenhum conseguirá se perdoar. Isso vale para crianças pequenas e, muitas vezes, para as grandes também.

- Deixar a criança presa dentro de um carro sozinha.

- Deixar uma criança sozinha dentro do carro com a chave na ignição.

- Deixar o fogão ou o forno ligados com uma criança à solta na cozinha.

- Deixar uma criança sozinha num ambiente cuja janela não tenha grade de proteção.

- Deixar uma criança dormindo no chão ou numa caminha da qual ela saia sozinha, num ambiente cuja janela esteja aberta e não tenha grade de proteção.

- Deixar uma criança entrar no elevador sozinha.

- Deixar uma criança sozinha num cômodo com tomadas à vista e desprotegidas.

-
Pedir para uma criança pequena te esperar “sentadinha” num lugar público enquanto você vai ali “um instantinho”.

- Deixar uma criança pequena sozinha num banheiro público bem movimentado enquanto você se tranca no toilete. Movimento não é garantia de segurança.

- Dirigir com a criança solta no banco de trás porque é “rapidinho”. Acidentes acontecem “rapidinho” também.

- Dirigir com a criança no banco da frente porque (de novo) “é rapidinho”. Releia o item anterior.

- Dirigir com a criança no seu colo porque “vamos ali”. Acidentes acontecem aqui e ali.

Sugiro também ensinar a criança a se soltar do cinto ou da cadeirinha, tão logo ela possa compreender quando fazer isso.

Esqueci de alguma distração importante? Ajudem a aumentar essa lista.


Isabel Clemente é editora de ÉPOCA

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